Conhecedor das agruras naturais de uma região desértica, o salmista compara-se a uma corça , animal de pequeno porte, indefeso e de pouca resistência física e sedenta.
Quando com sede, este animalzinho brama, geme, suspira por água. Se logo não tiver a sua sede dessedentada, desfalece, sucumbe.
Engraçado que o salmista não se compara a um camelo, animal capaz de suportar muito tempo sem beber água e que, além disso, tem uma verdadeira caixa d’água dentro de si, o que lhe dá uma boa autonomia para cruzar um considerável trecho desértico.
Por que o salmista não se comparou a um camelo? Por que a uma corça? Porque ele sabe que o ser humano, por mais que seja forte, é fraco, dependente, indefeso.
Você concorda com o salmista?
Quão fracos somos! Quando precisamos de alguém que cuide de nós, que nos auxilie no dia-a-dia da nossa trajetória no deserto da vida! Neste deserto, quantas vezes a falta d’água nos resseca não só a pele, mas a alma, o espírito! Padecemos muito quando nos dispomos a atravessá-lo sem água à disposição ou em reserva.
A sede faz com que o homem se desdobre por conseguir um pouco do líquido precioso. E quando a sede é espiritual? Quando a sede é por Deus e não de um deus qualquer, mas do Deus vivo, como proceder? Buscando água, não a física, mas a espiritual.
Jesus é a inesgotável fonte de água viva que desceu do céu para saciar a sede de todos os homens. Jamais transporemos o deserto da vida sem esta salutar água.
Há um aspecto no qual, normalmente, o ser humano não se parece com a corça. É que, quando se vê com sede, ela brama e geme. Ou seja, deixa clara a sua necessidade. Às vezes, nós, de um modo geral, ainda que morrendo de sede, disfarçamos e procuramos nos enganar dizendo que estamos saciados.
A corça assim age porque não pensa, apenas sente. Nós assim agimos porque pensamos e abafamos nossos sentimentos. Pensando demais, procuramos suprimir a falta que Deus nos faz.
fonte: www.DeusEHmais.com.br



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